um fim de semana em londres

Deixar Lisboa numa sexta ao fim do dia e regressar na segunda-feira de manhã, permite-nos desfrutar do destino da viagem de forma mais completa e tranquila. Quando digo que passei um fim de semana em Londres, passei realmente um fim de semana inteiro a calcorrear a cidade. O que, numa cidade desta dimensão, significa que não vi quase nada.

Na realidade, nem tinha ambição de ver. Não tinha ambição de ir a museus, musicais, visitar o sítio a, b ou c. Não tinha planos porque não tive tempo de os fazer — comprámos o imprescindível guia da Lonely Planet numa livraria à beira de Portobello Road — e porque estou cansada e só me apetecia (apetece) não pensar muito em nada. Também é para isto que serve o tempo livre, felizmente.

Mas vamos ao que interessa — Londres.

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up north: casa das penhas douradas

Passámos Manteigas e subimos, subimos, subimos. Curva após curva, pela noite escura e fria, que o inverno estava quase a aparecer. Chegámos. Abrimos a porta e foi como se toda a Casa das Penhas Douradas nos envolvesse num abraço quente e apertado. E como é bom sentirmo-nos bem recebidos.

A mesa estava já posta, a aguardar a nossa chegada. Com um jantar longo, o calor da lareira a aquecer-nos e o peso dos quilómetros feitos ao fim de um longo dia de trabalho, o sono não tardou a chegar.

casa das penhas douradas

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cento e trinta e oito dias.

Há cento e trinta e oito dias que não escrevo. Que não venho sequer ao blog. Cento e trinta e oito. E agora que escrevo isto, ponho-me a pensar na relatividade do tempo — parece imenso, mas não é assim tanto; não é assim tanto, mas a minha vida mudou quase por completo neste período. Estão a perceber?

Em cento e trinta e oito dias, trabalhei dias e noites, sem descanso e fora da minha zona de conforto. Vi concertos de colegas, de bandas da adolescência, de bandas de sempre. Tatuei o pulso direito, do lado direito. Vi dos melhores e dos piores filmes de sempre no IndieLisboa (foi uma edição de extremos). Percorri o Alentejo através de herdades e provas de vinho (em breve falaremos sobre isto). Visitei amigos em jantares que não se repetem. Assisti ao casamento de uma amiga dos tempos do ISCSP — um casamento indiano! Fui a festivais em trabalho, fui a festivais em lazer (o Primavera Sound não desiludiu, mas nenhum concerto me aqueceu o coração). Quase que mudei de emprego. Regressei à Feira do Livro, menos vezes, mas com mais compras — poupanças! E vi passar a noite de Santo António como um tufão pela minha vida.

a barraca dim sum o prego da peixaria
primavera primavera cantigas do maio

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brunch in lisbon: tartine

O Tartine é uma pastelaria, uma padaria, um restaurante, que habita ali ao lado do Chiado, na Rua Serpa Pinto — e que serve uma pequena delícia com o mesmo nome. O espaço é concorrido, o ambiente acolhedor e o brunch cumpre o seu propósito.

Tartine is a bakery and a restaurant, that lives next to Chiado, at Rua Serpa Pinto — and serves a small delight with the same name. The space is crowded and warm and the brunch fulfills its purpose.

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up north: porto

Gosto do Porto. Das ruas estreitas, dos edifícios imponentes, das cores e dos petiscos. Da proximidade do rio, da vida junto ao rio. Das pessoas. Porque as pessoas de Lisboa podem ser de qualquer lugar, mas as pessoas do Porto são mesmo do Porto — não importa onde tenham nascido. Amam a sua cidade como poucos e isso é inspirador.

I love Porto. The narrow streets, the imposing buildings, the colors and the food. The proximity of the river and the life along the river. The people. Because people from Lisbon can be from anywhere, but people from Porto are really from Porto — no matter where they were born. They love their city in an inspiring way.

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